Os professores da UFPA decidiram que não irão retornar às atividades presenciais até o final deste ano, enquanto perdurar a pandemia da Covid-19. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Virtual da ADUFPA realizada na tarde da última quinta-feira, 17. Os docentes também se posicionaram contra o ensino remoto e defenderam o cancelamento do segundo período letivo de 2020.


As posições definidas na Assembleia serão defendidas pela entidade no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e na Comissão da Universidade que analisa o trabalho remoto e o retorno das atividades acadêmicas.


A discussão na Assembleia foi longa e durou mais de cinco horas, quando os professores reafirmaram a defesa da vida e manifestaram a preocupação com as condições de trabalho, de ensino e de saúde dos docentes e da comunidade universitária no período da pandemia. Na avaliação da categoria, não há segurança para o retorno das atividades presenciais na UFPA ainda neste ano. Uma comissão foi formada para monitorar e analisar as condições de trabalho docente na Universidade.


Na Assembleia, os professores também analisaram a conjuntura brasileira e aprovaram, por unanimidade, o engajamento na Campanha Fora Bolsonaro e Mourão, defendendo a saída imediata do atual Presidente da República. “O cenário não é dos melhores para nós, por conta dessa pandemia, da crise sanitária e ambiental, e da agenda de medidas neoliberais que aprofundam os ataques aos trabalhadores, o que deverá gerar mais tensionamento e cerceamento das liberdades. É um cenário de polarização aguda, que tende a uma maior instabilidade, em que precisamos estar articulados e mobilizados para defender nossos direitos”, apontou o diretor-geral da ADUFPA, Gilberto Marques.

A ADUFPA promove nesta quinta-feira, 16, às 15 horas, uma Assembleia Geral dos docentes da UFPA. Na pauta, a análise da conjuntura e a campanha pelo Fora Bolsonaro; o trabalho remoto e as aulas online; e o Protocolo de segurança para retorno das atividades presenciais. Por conta da pandemia da Covid-19, a Assembleia será virtual por meio da Plataforma de videoconferência Google Meet. O link de acesso e as orientações acerca da participação serão disponibilizados em breve à categoria. Coloque em sua agenda, participe e fortaleça nossas lutas!

 

 

Em tempos de quarentena, é importante transformar o tédio em melodia. Por isso, a ADUFPA promove nesta sexta-feira, dia 3, às 20 horas, na fanpage da entidade, uma Live Musical com o cantor Almino Henrique. Vamos ficar em casa, ouvir uma boa música, alimentar nossos círculos de afeto, preservar nossa saúde mental e celebrar a importância da vida. O momento é difícil, mas com serenidade iremos fortalecer nossos laços de companheirismo para derrotar Bolsonaro e Mourão.

#FiqueEmCasa

#ForaBolsonaroeMourao

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A diretoria da ADUFPA defendeu na manhã de hoje, 6, o prolongamento do período de quarentena na UFPA. Em ofício encaminhado ao reitor Emmanuel Tourinho, a seção sindical solicitou o adiamento do retorno das atividades acadêmicas e administrativas na Universidade, inicialmente previsto para o próximo dia 12 de abril.

Segundo o documento enviado pela ADUFPA, os dados disponíveis até o momento indicam que o período de maior contágio da Covid-19 está apenas iniciando, e a tendência é que a situação fique ainda mais crítica, com possível sobrecarga no sistema de saúde. “É necessário redobrar os cuidados, fortalecer o isolamento social e orientar as pessoas a ficarem em casa. Por isso, a Universidade precisa prolongar o período de quarentena, para diminuir o impacto dessa pandemia e garantir a vida das pessoas”, defendeu o diretor-geral da ADUFPA, Gilberto Marques.

No documento, a diretoria da ADUFPA aponta que o novo período de quarentena deve levar em consideração as análises do Grupo de Trabalho criado pela UFPA, para avaliar e propor ações de combate à pandemia.

 

Diretoria da ADUFPA lança nota pública acerca da pandemia de Coronavírus, defende mudanças na condução política do país e aponta 10 medidas emergenciais, que inclui o fortalecimento do SUS e a quarentena geral obrigatória, com estabilidade de empregos, pagamento integral de salários, subsídios para os não assalariados e nenhum direito a menos para a classe trabalhadora.

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